Com a queda do estrogênio, a mucosa vaginal fica mais fina, menos elástica e menos lubrificada. O nome técnico é atrofia genitourinária da menopausa, e ela atinge boa parte das mulheres nessa fase — embora poucas falem sobre isso.
Os sintomas
- ressecamento e sensação de ardência;
- dor na relação sexual;
- aumento de infecções urinárias e vaginais;
- urgência para urinar e pequenos escapes;
- desconforto até com roupa ou ao sentar.
Diferente dos fogachos, que tendem a diminuir com o tempo, a atrofia é progressiva — piora se não for tratada.
O que ajuda
Hidratantes vaginais
De uso regular, não apenas antes da relação. Melhoram conforto no dia a dia, mas não revertem a atrofia.
Lubrificantes
Resolvem o momento da relação. São complemento, não tratamento.
Estrogênio local
Aplicação em creme ou óvulo, com absorção sistêmica muito baixa. É eficaz e, para muitas mulheres, é a primeira linha. Nem todas podem usar, e isso é definido individualmente.
Laser fracionado de CO₂
Estimula a regeneração da mucosa e a produção de colágeno. É uma alternativa relevante justamente para quem tem contraindicação a hormônios, e em outros casos entra como complemento. O protocolo padrão é de 3 sessões, com 30 a 45 dias de intervalo, e manutenção anual.
O que não resolve
Sabonetes íntimos “especiais”, duchas e receitas caseiras não tratam atrofia — e as duchas, em particular, pioram o equilíbrio da flora. Suplementos vendidos como solução hormonal natural também não substituem avaliação.
Quando procurar
Assim que o incômodo aparecer. Quanto mais cedo se trata, melhor a resposta do tecido — e não é preciso conviver com dor na relação como se fosse parte inevitável da idade.

