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Dor na relação sexual: quando investigar

1 min de leitura · atualizado em 09/08/2026

Muita paciente chega dizendo que “sempre foi assim” ou que já ouviu que era normal. Não é. Dor recorrente na relação tem nome — dispareunia — e tem investigação possível.

Onde dói importa

A localização é a primeira pista:

  • Dor na entrada: costuma apontar para ressecamento, alterações da vulva, cicatriz de parto, fissuras ou contração muscular involuntária.
  • Dor profunda: levanta a hipótese de endometriose, miomas, alterações ovarianas ou processos inflamatórios pélvicos.

Causas mais frequentes

  • ressecamento por queda hormonal — pós-parto, amamentação, perimenopausa, uso de alguns contraceptivos;
  • vaginismo e hipertonia da musculatura pélvica;
  • cicatriz de episiotomia ou de cirurgia prévia;
  • infecções e dermatoses da vulva;
  • endometriose;
  • componente emocional, isolado ou somado aos anteriores.

Vale insistir num ponto: é muito comum haver mais de uma causa ao mesmo tempo. Tratar só uma explica por que tantas mulheres relatam melhora parcial e desistem.

Como é a investigação

Começa pela conversa: quando começou, onde dói, em que momento, se é sempre ou às vezes, o que já foi tentado. Depois vêm o exame — feito com cuidado redobrado quando há dor — e, conforme a suspeita, exames complementares.

O tratamento

Segue a causa: pode ser hormônio local, laser, tratamento de cicatriz, fisioterapia pélvica, ajuste de medicação, abordagem da endometriose ou terapia sexual. Combinações são a regra, não a exceção.

Quando procurar

Se a dor se repete, já é motivo. Não é preciso esperar que atrapalhe a relação ou que piore para procurar ajuda.

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