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O que perguntar antes de fazer um procedimento íntimo

1 min de leitura · atualizado em 09/08/2026

Procedimento íntimo é decisão que não deve ser tomada com pressa nem por impulso de promoção. Este roteiro serve para qualquer consultório, inclusive o nosso.

Sobre a indicação

  • O que exatamente no meu caso indica esse procedimento?
  • Existe alguma alternativa menos invasiva?
  • O que acontece se eu não fizer nada?

Essa última pergunta é a mais reveladora. Boa parte das queixas estéticas na região está dentro da variação normal da anatomia, e “não fazer nada” é uma resposta legítima.

Sobre quem vai executar

  • Qual sua formação e seu registro? Qual o número do CRM e do RQE?
  • Quem faz o procedimento é você mesma?
  • Com que frequência você realiza esse procedimento?

Sobre o procedimento

  • Onde é feito: consultório ou centro cirúrgico?
  • Que tipo de anestesia será usada?
  • Quais as complicações possíveis, e o que é feito se acontecerem?
  • Como é o pós-operatório real, dia a dia?
  • Quantos retornos estão incluídos?

Sobre o valor

  • O que exatamente está incluído no valor?
  • Retornos, materiais e eventual retoque entram?
  • Posso receber a proposta por escrito?

Desde 2024 a divulgação de preço é permitida pela regulação da publicidade médica, então não há motivo para o valor ser um mistério até o último minuto.

Três respostas que merecem uma segunda opinião

  • “O resultado é garantido.” Nenhum resultado é. Cicatrização é individual.
  • “É preciso decidir hoje para garantir o preço.” Pressão comercial não combina com decisão cirúrgica.
  • “Não precisa de exame nem avaliação, já dá para marcar.” Avaliação presencial não é formalidade.

Sair da consulta sem marcar nada é um desfecho perfeitamente aceitável — e às vezes é o melhor.

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